Fim

Pois é, não consegui. Assisti aos filmes, porém, não consegui adotar a doutrina de escrever diariamente por conta do lançamento de “Filhos do Fim do Mundo”, duas filmagens e o começo de trabalhos no novo livro. Pessoalmente, fico feliz pois meu plano era “escrever todos os dias”, e estou fazendo isso, só que fora daqui. Também confesso estar me desencantando cada vez mais com crítica de cinema, coisa que nem era a proposta do 366Flicks; minha mente está focada na criação de verdade. Cada vez mais, viver às custas da criação alheia me parece uma ideia meio desconexa. Decisão é pessoal e, de forma alguma, tento determinar as escolhas dos outros.

Bem, é isso. vou manter o site aberto por um tempo, mas assim que conseguir restaurar o SOS Hollywood, publico os textos lá para histórico e fecharei as portas do 366Flicks. Enfim, é isso! Obrigado a quem se deu ao trabalho de acompanhar. Esse ano será cheio de realizações com The Flower Shop FINALMENTE sendo filmado, uma turnê de autógrafos de “Filhos do Fim do Mundo” por várias capitais do Brasil, a finalização do próximo livro e um blog de Contos Inéditos que, por não ter “obrigação de data” com esse aqui, vai me dar liberdade de compartilhar muitas histórias legais com vocês.

Obrigado e até breve!

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[#23] Looper – Assassinos do Futuro

Há dois modos de se falar, ou encarar, a Viagem no Tempo no entretenimento: a fácil, nela os paradoxos são secundários, a viagem serve apenas como argumento narrativo e os personagens podem executá-la sem grandes problemas; e a difícil, os paradoxos geram questões fundamentais, cada detalhe precisa de justificação necessária e a viagem em si alimenta seu roteiro. A opção fácil fica rapidamente batida e o produto em questão perde a relevância, afinal, como bater “De Volta para o Futuro” sem percorrer o mesmo caminho? A alternativa difícil é igualmente problemática, pois complicar demais o cenário afasta o público comercial e é mal visto pelos estúdios, mesmo ganhando status cult, como, por exemplo, “Donnie Darko”. Antes que alguém surte, não estou comparando filmes, nem mesmo medindo sua efetividade, são apenas exemplos. Logo, abordar a Viagem no Tempo exige, no mínimo, coragem e uma ideia suficientemente forte para superar esses dois extremos; “Looper”, de Rian Johnson, parece cumprir os pré-requisitos.

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[#22] Enigma do Horizonte

Testar os limites humanos é um tema recorrente na Ficção Científica. Sempre temos essa curiosidade para descobrir até onde podemos chegar, como vamos reagir em situações extremas e quais os efeitos do distanciamento completo da sociedade num indivíduo ou numa coletividade isolada. Esse normalmente é o motivo que gera tantas missões aos confins da galáxia, o confronto máximo ao desconhecido e cujo resultado, invariavelmente, vai exaltar as qualidades humanas ou perecer pateticamente por conta de suas falhas. Enigma do Horizonte (Event Horizon, 1997) faz um pouco disso tudo ao misturar religião, arrojo tecnológico, distúrbios mentais e um mistério tão terrível que lhe explicar se tornaria vazio ou dramaticamente desinteressante. O filme é incômodo, tem bom ritmo, não nega a influência de grandes clássicos do gênero e mostra que, de fato, devemos ter medo de nós mesmos. O desconhecido é um mero catalisador emocional capaz de abrir um portal para outra dimensão, que, na verdade, pode estar escondida dentro de cada um de nós.

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[#21] Tão Forte e Tão Perto

Ainda estamos em setembro, um mês agourento para os norte-americanos. As feridas do 11/9 não fecharam e estão muito longe disso. Por isso, a escolha do segundo 366 Flicks vem a calhar. O principal filme da HBO nesse período é “Tão Forte e Tão Perto” (Extremely Loud and Incredibly Close), com Tom Hanks, Sandra Bullock e um moleque chato ao extremo! Estava ansioso para assistir. Fiquei emocionado com o trailer. Queria saber da história, queria acompanhar essa jornada de descoberta e cura familiar. E encontrei algo um pouco diferente do que esperava. Compreender totalmente as nuances dessa trama é impossível. Estava no Brasil quando as Torres Gêmeas caíram, vi tudo pela TV durante o almoço e depois da redação; nem sonhava em vir morar aqui. Hoje entendo um pouco melhor quem são essas pessoas e as razões de seus sentimentos, entretanto, não ouso emular suas sensações e perdas. Tenho minhas próprias.

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[#20] RED – Aposentados e Perigosos

Finalmente tirei o atraso e assisti “RED”. Adorei o trailer por causa de John Malkovich, mas perdi no cinema. O disco chegou pelo Netflix há uma semana e conseguimos ver ontem. Ri demais. A Lu, minha digníssima esposa, não achou tão engraçado. Até entendo, tem aquele clima de bobagem semi-surreal masculina, ou seja, pirações que só a gente entende. Ou será algo errado comigo? Bem, a diversão foi boa e terminei o filme com a sensação de alivio que sinto toda vez que assisto minha comédia sem-noção predileta dos últimos anos: “Esquadrão Classe A”.
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[#19] Simplesmente Amor

Mesmo sendo um gênero simples e recorrente, fazer uma boa comédia romântica é das tarefas mais complicadas no cinema. Por duas razões em especial: fugir da mesmice e de ser brega, e da obrigatoriedade de encontrar um modo de ser charmoso para diversos públicos, afinal de contas, cada um vê amor, romance e carinho de formas diferentes. Talvez por isso eu goste tanto de “Simplesmente Amor” (Love Actually); pela pluralidade de sensibilidade, pelas diferenças em circunstâncias, idades e objetivos. É possível se apaixonar, odiar, se encantar e torcer um bocado ao longo desse filme charmoso, carregado de atores famosos, mulheres bonitas e até com Rodrigo “Made in Brazil” Santoro no elenco.

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[#18] Cowboys and Aliens

E tudo começa no dia em que quase morri num acidente aéreo. O avião tremia como nunca no trajeto Salt Lake City – Missoula, em Montana. Adoro voar, mas, naquele dia, senti todo o desespero pela perspectiva de nunca mais beijar minha esposa, abraçar minha filha ou ver minha família. O terror nos rostos dos outros passageiros era latente. Eu não estava sozinho nos pensamentos catastróficos. Podia ver a asa da minha janela, ela vibrava, subia e descia por causa da turbulência. Sentir enjôo só piorava a situação. Podia ver uma aeromoça sentada de costas para a cabine e encarando os passageiros. Ela segurava um terço, cerrava os olhos e tentava se segurar no banco enquanto todos éramos jogados para cima, para baixo, para os lados, para frente e para trás. No meio do avião, um bagageiro abriu. Pela primeira vez na vida pensei: vou morrer.

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[#17] A Legião Perdida

Foi Channing Tatum quem me contou sobre “A Legião Perdida” (The Eagle). Estávamos conversando durante as entrevistas de “G.I. Joe” e o assunto. “Está afim de fazer algo mais profundo e que exija mais da sua atuação?”, perguntei. “Vou filmar no meio do nada na Escócia, não dá para ser mais solitário e carregar o filme nas costas do que isso”, brincou. Cerca de um ano depois, era hora de ver o resultado. Sob direção de Kevin Macdonald (“O Último Rei da Escócia”) e com Jamie Bell (“As Aventuras de Tintin”), fiquei perplexo com um jeito novo de se mostrar Roma e a vida dos soldados. Esse gênero é relativamente bem explorado fora dos blockbusters e, embora “A Legião Perdida” não seja tão grande assim, foi feito para impressionar. E consegue, dadas as proporções.

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[#16] “The Thing” (2011)

Kurt Russell saindo na porrada com um monstro esquisito e lazarento no meio do nada é uma das minhas primeiras lembranças de filmes desse gênero na vida adolescente (passou no SBT ou algo assim?). Fui rever “O Enigma de Outro Mundo” um pouco depois e pirei. Terror muito bom e aquele estilão característico do Carpenter me convenceram a gostar da história. Só muito depois, quando comecei a me dedicar à Ficção Científica, descobri a existência do original “O Monstro do Ártico”, e de tudo ser inspirado no conto “Who Goes There”, to John W. Campbell. Todos esses elementos construíram um universo bem bacana na minha mente alucinada. Bem, até vir o filme novo “The Thing”, com a Mary Elizabeth Winstead e duzentos atores noruegueses. E o ódio nasceu!

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[#15] SeaBiscuit – Alma de Herói

Ao longo de tanto tempo na indústria do cinema, já ouvi muita gente dizer: é só um trabalho; cinema é só entretenimento. Tudo bem, aceito o argumento, mas me recuso a praticá-lo e mudar a minha maneira de ver filmes. Certa vez, conversei com uma amiga e comentei sobre a influência dos filmes na “nossa vida” e levei um choque: na vida Dela, não existia nada disso, pois ela tirava a inspiração dos livros. É fácil generalizar a extrapolar alguns detalhes da nossa vida para a realidade alheia, não é? Logo, devo dizer, filmes são importantes para mim. Ponto. Pensando assim, devo falar de “Seabiscuit – Alma de Herói”, uma obra extremamente inspiradora e emocionante, mesmo para quem não entende bulhufas do mundo das corridas de cavalo. Afinal, a história real é sobre como inspirar uma nação! E tem gente capaz de considerar isso escapismo! Ha!

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